Não existe sol todos os dias.

O céu constantemente me faz lembrar disso. Diariamente, ele apresenta o sol, a lua, as estrelas e uma variedade infinita de nuvens, mas há ocasiões em que se oculta sob uma camada de cinza e permite que a chuva caia sem se desculpar. Ele não apressa a tormenta, mesmo que alguém anseie por um céu claro. Não obriga as nuvens a se afastarem antes do momento certo. Apenas concede o tempo que precisam, acreditando que toda tempestade eventualmente chega ao seu término.

Ainda assim, o céu mantém sua beleza inabalável. Há quem anseie pela luz do sol, enquanto outros encontram sossego nas tardes chuvosas, na sonoridade do trovão ao longe ou na tranquilidade de ver as gotas de chuva escorrendo pela janela. A tempestade não diminui a beleza do céu. Ela apenas expõe uma faceta diferente, uma que tem seu valor tão grande quanto os dias ensolarados e limpos.

Temos muitas semelhanças. Haverá momentos em que seu coração parecerá mais sobrecarregado do que as suas palavras, em que sair da cama poderá ser o maior ato de coragem que você realizará, e em que seus pensamentos soariam mais intensamente do que tudo ao seu redor. Essas experiências não diminuem sua gentileza, seu valor ou a luz que você possui. Elas apenas servem como um lembrete de que você é um ser humano, e ser humano sempre implica sentir tudo de forma intensa.

Assim, dê a si mesmo o tempo para desacelerar quando a vida se tornar demasiadamente difícil. Permita que as lágrimas fluam quando seu coração não suportar mais guardar tudo isso. Receba sua tristeza sem vê-la como um obstáculo a ser superado antes que o dia termine. O processo de cura não se apega a um cronograma. Ele surge de maneira sutil, muitas vezes quando você finalmente cessa a luta contra suas emoções e se permite a liberdade de apenas existir.

Uma das atitudes mais bondosas que você pode tomar para si mesmo é deixar de aguardar dias ensolarados a cada momento. Portanto, quando a existência parecer insuportável, observe o firmamento. Ele resistiu a todas as adversidades sem perder a capacidade de se tornar azul novamente. A chuva sempre chega ao seu término.

Eclesiastes 3:1-8 NVI “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá‑las; tempo de abraçar e tempo de se afastar; tempo de procurar algo e tempo de desistir de sua busca; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de consertar; tempo de calar e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz”.

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